A partir do século XVII os padres jesuítas resolveram, pelo menos na teoria, construir um mundo perfeito para os índios que catequizavam. No lugar de permitir que bandeirantes e demais portugueses aprisionassem tribos inteiras para vendê-los como escravos, o que em uma avaliação correta não fazia nenhum sentido, resolveram transformá-los em bons selvagens, os belos frutos do paraíso na terra. Bem educados, produtivos, vestidos dos pés a cabeça e capazes de caçar e cantar músicas barrocas.
Os padres escreviam e compunham óperas, construíam instrumentos com as madeiras de lei, esculpiam santos e criaram maravilhas arquitetônicas como São Miguel, no Rio Grande do Sul, no Brasil. Nesse período, entre 1580 e 1640, Portugal fazia parte do reino espanhol devido a uma falta de sorte – faltou um herdeiro em Lisboa.
As construções acompanhavam aproximadamente a linha do Tratado de Tordesilhas. As construções podem ser identificadas quase como uma linha do Rio Grande do Sul, passando pela atual fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai, a missão de Santa Ana, na Bolívia, até Los Angeles no estado da Califórnia nos Estados Unidos.
Para ouvir a opera de San Ignacio de Domenico Zipoli, Martin Schmid e os Índios Chiquitanos, acompanhada de lindas imagens de arte barroca e também produzida nas Missões siga o link ou assista abaixo.
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