Comprei um livro genial, as receitas são ótimas e o princípio do livro é mais legal ainda. Jerusalém, seus autores Yotam Ottolenghi e Sami Tamimi são sócios de restaurantes de comida do Oriente Médio – o restaurante principal da rede chama-se Ottolenghi. Os donos, um judeu e um muçulmano, cresceram na mesma cidade, Jerusalém, cada um de um lado da cidade e só vieram a se encontrar em Londres. Para quem não sabe a cidade é dividida por zonas culturais e religiosas – judeus, muçulmanos, armenios, cristãos – ortodoxos e coptas na sua maioria, católicos e protestantes. E cada grupo ainda se subdivide de acordo com tradições históricas e religiosas. O que pode remontar a alguns mil anos. A segmentação é grande.
As receitas para o livro foram escolhidas em parte com base nas lembranças de cada um, e na colaboração de chefs locais com grande conhecimento de causa, como é o caso da Anissa Helou, que ajudou a desenvolver pratos para os restaurantes.
A comida é leve, de gosto delicado, fácil de ser preparada. E, o mais importante para quem já acha que conhece as receitas, principalmente aqui no Brasil, onde a imigração de países do antigo Império Otomano, em parte da Síria e do Líbano atuais, vale a pena revisá-las. Eu preparei uma pasta de grão de bico, o hummus, e percebi que a minha receita original é mais pesada com uma proporção pasta de gergelim maior. Já adotei a nova versão.
Mais informações sobre o livro de receitas Jerusalem
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