Ontem eu fui ao Museu do Louvre com dois objetivos, o primeiro era encarar a fila sem ter comprado bilhete pela internet. Fiquei curiosa. As filas são bem grandes e dão a impressão de bastante demoradas devido aos procedimentos de segurança. Me enganei. Em vinte minutos estava dentro do museu. Portanto, para quem vai dar uma voltinha, ver a Monalisa, de Leonardo Da Vinci e mais alguns quadros, vale muito a pena entrar na fila. Exposições especiais precisam ser compradas e ter o horário agendado com antecedência.
Eu fui ver um grupo de quadros que é pouco visitado e talvez por isso fiquem no último andar do museu. Perto do telhado e longe das multidões. O que dá uma vista linda do museu e da cidade.
Visitei os quadros de pintura flamenca – produzidos na Holanda e na Bélgica entre os séculos 16 e 18. Muitos reproduzem paisagens, inclusive do Brasil. Nesse período os holandeses dominaram a região Nordeste e enviaram alguns pintores como Frans Post para reproduzir as paisagens, a flora, a fauna e as pessoas da região. Na coleção do Museu do Louvre é possível ver quatro quadros com a paisagem nordestina.
Esse também foi um período importante para a pintura, com grandes nomes como Rubens e Rembrandt. Mas, eu fui visitar os quadros com as naturezas-mortas, aqueles que reproduzem frutas, animais, bolos, queijos, para ver o que se comia naquela época. Essa é uma coleção antiga no museu, iniciada enquanto muitos desses pintores eram vivos, segundo as etiquetas dos quadros. Algumas chegaram ao museu porque foram confiscadas durante a Revolução Francesa(1789).
Almocei no próprio museu de frente para o topo de pirâmide, no Angelina, um café e confeitaria que faz parte de uma cadeia bastante grande espalhada por Paris, servem alguns pratos leves, mas o melhor são os doces inspirados na confeitaria clássica francesa, tem tortas de maçãs e bombas de chocolate, o grande clássico é o Montblanc – um creme de castanhas, com chocolate e creme chantilly, imitando a montanha nos Alpes.
Mapa do Jardim do Palácio Real
Agenda do Museu do Louvre
Não é preciso ir à França, nem falar francês, como o Louvre é um dos museus mais antigos do mundo, o seu acervo de fotos e materiais de artistas trabalhando é enorme e sempre utilizam uma dessas imagens para ilustrar a agenda com sua programação. Muito interessantes, como a que está na página no momento, mostra o pintor Matisse bem velhinho pintando a partir de sua cama.
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