O quitandê apareceu durante uma pesquisa com receitas preparadas com feijão fradinho. Ela está em um livro de receitas muito especial escrito pela Paloma Jorge Amado, a filha do escritor Jorge Amado. O livro é aquilo que os americanos chamam de um companheiro de leitura. Só que dessa vez ele é especializado no aspecto gastronômico da literatura de seu pai, que nos deu personagens como a cozinheira D. Flor e seus dois maridos, o Pedro Archanjo da Tenda dos Milagres, e uma infinidade de outros.
Ao mesmo tempo, o livro também serve como um guia com as receitas dos melhores cozinheiros da Bahia, e de outros estados Nordestinos. Alguns deles são donos de restaurante, como é o caso da Dadá, que tem mais de um local. E em outros casos, homenageia cozinheiras de grande requinte, as quais apenas os amigos e familiares conheceram a sua cozinha. É o caso de Nazareth Costa, maranhense, esposa do escritor, e grande conhecedor da história da comida brasileira, Odylo Costa Filho (e aqui deixo o aviso, eram amigos de minha mãe, Rosza W. Vel Zoladz).
No quitandê o feijão fradinho é refogado com os ingredientes mais especiais da cozinha baiana: o azeite de dendê e o camarão salgado e seco. Ambos são de origem africana. A lista de ingredientes ainda inclui o amendoim, um ingrediente nativo que tanto os europeus quanto os africanos aprenderam a usar a partir da convivência com os povos originários.
E, finalmente, como que para confirmar a troca frequente de influências com o colonizador português – o feijão fradinho – que é de origem africana, mas chegou em Portugal vindo da África ainda no século XIII. A base da receita é o refogado, o qual pode ser descrito como a grande contribuição gastronômica que veio da metrópole colonial. Afinal, ele é a base de muitos dos pratos brasileiros.
Sirva o quitandê acompanhado com um angu de fubá e com espetos de camarão secos muito grandes. Para prepará-los lave-os bem na água fresca para perder o sal, e em seguida grelhe-os besuntados com azeite de dende.
Quitandê é uma receita do livro da Paloma Jorge Amado: A comida baiana de Jorge Amado, Editora Maltese, 1994. A receita foi passada à autora por Maria Sepúlveda.
Sanduíche de pernil de cordeiro para aproveitar as sobras
Bolo decorado chamado Maria Antonieta
Doce de laranjinha kinkan com calda grossa para servir com queijo ou como acompanhamento de…
História do glacê real usado no bolo de casamento da rainha Vitória da Inglaterra
Passo-a-passo para usar um saco de confeitar