Cheguei ontem do Rio de Janeiro e, como sempre, a cidade é surpreendente. Fui com amigos tomar um vinho e homenagear um amigo muito especial, na crônica carioca era conhecido como Robertinho, nos jornais como Apicius, ele foi durante muitos anos o crítico de gastronomia do Jornal do Brasil, durante o período em que foi o jornal mais interessante do país. Antes tinha o Correio da Manhã.
Era de um charme especial e sofria muito com as bobagens do ser humano. Valia ouvi-lo e, até hoje, ainda uso expressões suas como dizer que a atitude frívola de alguém é uma bobagem infinita. Sim, claro que é. Apenas, no calor da hora, raramente conseguimos considerar algo uma bobagem e muito menos categorizá-la como infinita.
Fui me encontrar com a sua afilhada e com a mãe dela, a amiga única de toda a vida, daquelas que não largam nem nos seus piores momentos. Brindamos a Robertinho, mas também a essa amizade de um amor infinito!
A palavra de ordem do momento é a laje de alguém, em todas as comunidades pacificadas (ai que nome mais politicamente correto!) tem botecos e rodas de samba da melhor qualidade no último andar das casas. Aproveitam o policiamento e oferecem de quebra a vista da cidade. De tirar o fôlego.
Portanto, aproveitei o calor e o convite para encontrar esses amigos em um desses bares que só o Rio de Janeiro consegue produzir. Não fica em uma comunidade e sim em pleno Jardim Botânico, em baixo do morro do Cristo. O que era a ruína de uma casa do século XIX transformou-se em uma laje a céu aberto deliciosa, quase dentro da Mata Atlântica. Chegue cedo para ver a noite cair devagar.
Pacheco | Rua Pacheco Leão, 724-D, Jardim Botânico | Horário: de terça a domingo a partir das 18 horas
Mapa http://g.co/maps/2arjj
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