Com uma produção limitada em 50 mil litros, vinícola planeja safra de qualidade superior
Projetando uma safra de vinhos excepcionais, a Vinícola Campos de Cima, de Itaqui, iniciou sua vindima recentemente com a colheita da uva Chardonnay, usada na elaboração dos espumantes. Neste ano, a empresa da Campanha Gaúcha optou por limitar a produção em, no máximo, 50 mil litros para garantir um maior controle na qualidade das plantas e, consequentemente, rótulos ainda melhores.
Logo ao amanhecer, cerca de 25 funcionários começam o trabalho com uma seleção bastante rigorosa dos cachos que passaram pelo raleio realizado dias antes. Tudo é feito com muito cuidado para não prejudicar a qualidade da fruta, como não deixar as uvas expostas ao sol e retirar galhos e folhas das caixas. Os cachos ainda ficam em lugar fresco e refrigerado até seguirem para Pinto Bandeira, onde são vinificados. Já na colheita da Viogner, a vinificação acontece nas instalações da própria Campos de Cima.
“Acreditamos que 80% da qualidade de um vinho tem a ver com a uva. Fazemos um trabalho bastante rigoroso nos parreirais, de controle de qualidade, de poda, raleio, momento da colheita e colheita porque acreditamos que vinhos excelentes somente são feitos com uvas excelentes. Não é possível elaborar vinhos excelentes com uvas somente boas”, enfatiza o diretor comercial da Campos de Cima, Pedro Candelária.
O pós-colheita
Depois da colheita é feito o transporte das frutas da fazenda para a vinícola. Lá, há uma nova seleção dos cachos que chegam nas caixas. Feita essa seleção, os cachos entram na desengaçadeira, que vai tirar o engaço e separar todas as uvas. As frutas caem soltas numa mesa vibratória, onde funcionários fazem manualmente uma nova seleção bago a bago. Os bagos que não interessam são descartados.
Já as uvas em perfeitas condições vão para o tanque de fermentação. Na primeira semana acontece a fermentação, e, em seguida, são feitos vários trabalhos enológicos. Depois, de acordo com o vinho a ser elaborado, ele vai para barrica ou garrafa, ou fica nos tanques, onde acontece sua estabilização. “As diversas etapas pelas quais ocorre o processo de vinificação de nossos rótulos caracterizam exatamente o perfil do trabalho da Campos de Cima: o de uma vinícola butique, que elabora cada um de seus vinhos visando a criação de bebidas de qualidade excepcional”, expõe Pedro Candelária.
Fotos: Divulgação Campos de Cima
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