A cada ano eu me coloco um desafio culinário, em geral uma técnica dessas que parecem bem difíceis. E, o melhor é que uma vez aprendida, tanto a técnica quanto as receitas que a utilizam, eu faço algumas vezes para ficar bem afiadinha e para me dizer com certo orgulho que aprendi algo bem difícil.
Nas aulas de gastronomia dá-se uma grande importância ao aprendizado da pâte à choux, base das bombas recheadas, dos profiteroles e das delicadas carolinas. Aqui quase não as utilizamos, mas na França trata-se de uma arte. A massa não deve ser nem doce nem salgada, mas tem que ter sabor, todas devem sair do forno com o mesmo tamanho e formato. É que lá são utilizadas para se preparar o croquembuche, um doce tradicional nas festas de casamento na França. As bombinhas recheadas com creme de baunilha e banhadas em calda de caramelo são apresentadas como uma torre, montadas em um cone com bem uns 40 centímetros de altura.
Aprendi com facilidade, parece difícil no começo, é verdade. Mas a receita é fácil e requer mais força no braço do que alguma qualidade especial. Se achar que não tem jeito, bata a massa em uma batedeira dessas que tem um gancho especial para massas.
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