Na década de 1950, isso mesmo lá longe no século passado, começou a aparecer no Brasil uma série de novos hábitos que deveriam servir para facilitar a vida na cozinha das mulheres brasileiras. O resultado final, nas cidades grandes, é que tanta modernidade antiguinha gerou uma impaciência para se cozinhar que nos leva atualmente, com a nossa inigualável criatividade, aos restaurantes por quilo.
Desses, eu gosto. Não canso de contar sobre eles. Em que lugar do mundo as pessoas conseguem comer tanto quanto a fome mandar em restaurantes, como se estivessem em casa.
Tudo isso para dizer que uma amiga me perguntou como deveria preparar um tender. Aliás, um mini-tender. As famílias e os hábitos mudaram. Minha mãe preparava um enorme, acho que pesava seis quilos. O tempero era uma mistura de mostarda e coca-cola, da normal com açúcar. Ela cortava várias vezes a parte de fora na diagonal e espetava alguns cravos no centro dos cortes. Assava o tender lentamente e o molhava com a coca-cola. Aos poucos a carne amolecia, aquecia por dentro e por fora dourava.
Pouco antes do jantar era fatiado bem fino, o truque era cortar mantendo a forma inicial. Em seguida, era servido à moda carioca, rodeado de fios de ovos e salpicado de cerejas ao marrasquino. O tender não uma receita, mas pode usar um litro de coca-cola. Feliz Natal.
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