A abóbora cabotiá é na minha opinião o melhor tipo para ser assado. Não é uma abóbora natural, por assim dizer. Desenvolvida no Japão ela combina a maciez da abóbora-moranga – aquela usada para fazer luminárias no Dia das Bruxas com a abóbora-cheirosa, aquela com um pescoço pequeno. O resultado é uma abóbora bem doce, com um formato arrredondado, e uma casca grossa. Boa para assar e para cozinhar.
Dessa vez eu a cortei em fatias e assei no forno com um pouco de azeite e sal.
A abóbora é uma planta nativa das Américas, e com o passar do tempo elas se regionalizaram. Por exemplo: no Brasil temos abóboras com diferentes formatos e tamanhos que são utilizadas de acordo com prato a ser preparado. O sabor também muda de acordo com o lugar onde elas foram colhidas, o chamado terroir. Apesar de serem do mesmo tipo no Sul do país elas podem ser menos doces do que no Nordeste, ou no Mato Grosso, onde o calor ajuda a concentrar seus açúcares.
A abóbora mais popular no Brasil é a abóbora de pescoço também conhecida como abóbora-menina. Esse tipo é usado para fazer doce, aquele tradicional que vem de Minas Gerais. E, a sua polpa é um pouco mais firme, portantanto não desmancha enquanto cozinha.
Já a polpa da abóbora-moranga desmancha enquanto cozinha, com isso é perfeita para ser levemente assada no forno. Depois de assada, é só cortar uma tampinha, retirar as semente com uma colher. O recheio você escolhe: pode ser uma carne seca refogada – veja a receita aqui, ou um bobó de camarão bem levinho, clique aqui para ver a receita.
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